¨
requer mão de obra especializada para sua aplicação;
¨ requer rigor na mistura dos materiais ( traço e tipo de cimento
) para que não haja diferenças de textura e na cor da fachada;
¨ necessita de uma massa grossa bem prumada e com cantos vivos para evitar
desperdícios do material e uma espessura uniforme de revestimento;
¨ deve-se ter cuidados especiais com a utilização do acido
muriático na sua técnica de execução;
¨ não permite consertos, pois estes ficam separados do resto do revestimento.
Em suma, trata-se de um revestimento utilizado em prédios de médio
a alto padrão, que quando aplicado com os devidos cuidados a serem discutidos
nas técnicas de execução, proporciona boas características
físicas e arquitetónicas.
2. MATÉRIAS PRIMAS ENVOLVIDAS
Na
aplicação do GRANITO LAVADO ( G L ) TIPO FULGET é necessário
apenas o emboço sem ser necessário qualquer outro tipo de preparação
especial. O emboço deve ser sarrafeado, prumado e com cantos vivos.
A massa grossa é constituída por cal, areia e cimento, e o ( G
L ) por cal, cimento, pó de mármore e granilhas.
2.1.
Areia
A areia a ser usada no emboço, é a areia de granulometria média
a grossa, para aumentar a aderência do ( G L ) nesta argamassa, pois caso
tivesse sido utilizado areia grossa, esta proporcionaria uma superfície
muito irregular, aumentando o consumo de aglomerante, e do contrário,
uma areia muito fina, não proporcionaria a aderência desejada.
2.2.
Cimento
Normalmente escolhe-se o cimento tipo CP- 32 para ser usado no emboço
e no ( G L ), por suas características de preço, qualidade ( como
cor e resistência conhecida ) e por normalmente neste tipo de serviço
não ser necessária a utilização de cimentos de cura
acelerada, como o tipo ARI. Fica, porém, a cargo do construtor optar
por este tipo de cimento, caso necessário, sem se perder nenhuma das
características desejadas deste tipo de revestimento. Podemos ainda optar
pelo cimento branco, em substituição ao cimento normal ( cinza
) no ( G L ), caso se deseje uma coloração mais clara ao revestimento.
Normalmente evita-se usar o cimento branco, pois este é muito mais caro
que o CP - 32, e também porque neste tipo de revestimento as tonalidades
claras mostram mais as irregularidades de superfície que as escuras.
2.3.
Cal
A cal na massa grossa tem a finalidade de melhorar a trabalhabilidade, e consequentemente,
diminuir os custos desta. Dosando-se bem a quantidade de cal na argamassa, é
possível aumentar a trabalhabilidade desta, sem prejudicar as suas característica
finais de resistência e durabilidade.
2.4. Pó de Mármore
O ( G L ) nada mais é que uma argamassa e que, como o emboço,
possui cimento e cal pelos mesmos motivos deste. É adicionado a este
o pó de mármore e as granilhas. O pó de mármore
na verdade é um resíduo na fabricação da granilha
( na trituração de pedras ) e cuja função na argamassa
é de barateá-la, pois como fino que é, reduz a necessidade
de cimento na argamassa. Pode-se observar que a argamassa deste revestimento
quando cortada possui baixo índice de vazios, pois possui uma boa quantidade
de finos que preenchem os vazios. Pode-se associar ainda ao pó de mármore
um brilho adquirido pela argamassa devido ao brilho que o pó possui.
O coeficiente de dilatação térmica da argamassa também
fica modificado, aproximando-se da pasta de granilhas, diminuindo a possibilidade
de fissuras.
2.5. Granilha
As
granilhas têm a função estética do revestimento,
pois estas ficam aparentes na argamassa pronta. Pode-se escolher para granilhas,
uma infinidade de pedras ( como quartzo, basaltos, granitos, mármore,
etc. ) dependendo da esteticidade desejada, podendo-se compor com uma ou mais
granilhas no revestimento. É bom salientar que as granilhas de cores
claras escondem menos os defeitos da argamassa pronta que as granilhas escuras,
sendo portanto recomendável cuidados quando escolhidas as de cores claras.
As granilhas possíveis de serem utilizadas neste tipo de revestimento
são as seguintes:
¨ Gr. 0 :de 8 a 10 mm;
¨ Gr. 1 :de 10 a 12 mm;
¨ Gr. 2 :de 12 a 15 mm.
3. COMPONENTES E PROPRIEDADES
Os
componentes básicos do GRANITO LAVADO ( G L ) TIPO FULGET são
os seguintes: cimento, granilhas, pó de mármore, cal e água
de amassamento.
O tipo de cimento escolhido será em função da resistência
desejada, do custo da argamassa e de outras propriedades como tempo de cura,
coloração do cimento, etc.. Normalmente o cimento escolhido é
o CP-32, por ter boas qualidades como cor e propriedades bem definidas e trata-se
de um cimento de preço mais acessível. Como normalmente não
há pressa na obtenção da cura da argamassa, o CP-32 pode
se demonstrar uma excelente escolha.
A única desvantagem deste tipo de cimento diz respeito á sua coloração
cinza que inevitavelmente será predominante na coloração
final do produto.
O cimento tipo ARI ( alta resistência inicial ) pode ser escolhido quando
se desejar que as características iniciais, da argamassa se aproximem
das obtidas nas horas finais, assim, quando se desejar uma resistência
inicial alta, deve-se optar por este tipo de cimento. O cimento tipo ARI tem
a desvantagem de ser bem mais caro que o tipo CP-32.
Outro tipo de cimento que pode ser utilizado é o cimento tipo branco
por suas característica de coloração. Trata-se de um cimento
cuja coloração em combinação com a coloração
das granilhas pode trazer um efeito estético muito bom, auxiliando na
arquitetura do prédio.
As desvantagens principais na escolha deste tipo de cimento são as seguintes:
¨ o custo do cimento branco é bem mais elevado que o do cimento comum;
¨ nas argamassas de coloração mais clara as falhas existentes
na execução desta ficam mais evidentes, como manchas ou irregularidades
de superfície, sendo portanto recomendável a utilização
de maior rigor na execução destas superfícies.
Como cerca de 80% da argamassa do ( G L ) é constituída de agregados,
a escolha destes é de fundamental importância. Os agregados devem
ter granulometria conhecida, serem limpos, duros, resistentes, livres de resíduos
orgânicos e químicos, e tão leve quanto possível,
sem prejudicar as demais propriedades.
A água a ser utilizada no amassamento da argamassa deve ser limpa, sem cheiro, e sem cor, sendo que uma água considerada potável pode ser considerada boa para o uso na argamassa. Água de rios normalmente não são recomendáveis sem um tratamento prévio, pois podem possuir vegetais e outras impurezas orgânicas prejudiciais as características finais da argamassa. A água do mar não é normalmente recomendável, pois o sal contido nesta reduz em aproximadamente 15% a resistência final da argamassa, além de causar eflorescências desagradáveis á visão.
3.1.
Cor e Textura
Em relação a cor, embora cimentos pigmentados sejam obtidos com
a adição de pigmentação ao cimento branco ou cinza,
eles não resistem uniformemente, quando usados sozinhos ( ou seja, em
agregados ). Caso se queira utilizar painéis coloridos, um agregado naturalmente
colorido e exposto, combinando onde for necessário com cimento pigmentado,
será melhor para a uniformidade, no decorrer do tempo sem descolorir.
A coloração final do revestimento dependera do tratamento de sua
superfície e textura, tanto quanto na cor e proporções
relativas de agregados e cimento. Quanto maior for a exposição
dos agregados, menos será importante a cor do cimento, no entanto, o
seu efeito no tom da cor do revestimento nunca deve ser negligenciado.
Tanto a durabilidade quanto a cor podem variar com o tipo geológico,
localidade e pedreira que forneceram a matéria prima. As cores podem
ser obtidas variando do preto ao marrom, do camurça ao branco, dependendo
das pedras utilizadas, assim por exemplo, o quartzo proporciona cores claras,
o basalto, cores mais escuras. Pela combinação de diferentes pedras
pode ser produzido um agregado multi-colorido, dependendo da quantidade de ferro
que existe na pedra.
Qualquer que tenha sido o tipo de agregado e cimento escolhido, deve ser tomado
cuidado para garantir que o material seja suficiente para completar a área
total a ser revestida. É recomendado que o armazenamento a granel seja
feito pelo fabricante para evitar variações sutis na cor, causada
no fornecimento da matéria prima.
O tipo de superfície de ( G L ) desejada será imposta, geralmente por características puramente estéticas. A área da superfície a ser coberta, o volume da obra, o aspecto e a distância além de elevações particulares são dados importantes.
4. PROCESSO DE FABRICAÇÃO
4.1.
Informações
O processo de fabricação do GRANITO LAVADO ( G L ) TIPO FULGET
é bastante simples, não exigindo máquinas de grande porte
ou de muito espaço. As matérias primas envolvidas são:
granilha, pó de mármore, cal, cimento, e eventualmente corantes
conforme será especificado.
4.2.
Moagem da Granilha
Para a obtenção da granilha são utilizados moinhos na trituração.
Após a moagem, a separação por granulometria é feita
por peneiramento.
4.3.
Mistura dos Componentes
A determinação do traço da mistura, ou seja, a composição
da granilha, deve ser feita em função do gosto e das necessidades
do cliente, sendo praticamente infinitas as possibilidades de obtenção
de diferentes características, tanto estéticas como físicas,
pela composição de diferentes granulometrias e cores de granilhas
com a cal e o pó de mármore.
Esta mistura normalmente é feita em uma máquina muito simples,
de pequeno porte, para que haja perfeita homogeneidade entre os componentes.
A betoneira não é muito eficaz para a mistura de granilhas, pois
não proporciona uniformidade na mistura. Por exemplo, no caso de utilizarmos
um revestimento de cor cinza, usamos granilhas pretas, brancas além da
própria cinza, se usarmos a betoneira comum de obra corremos o risco
de obtermos na superfície do revestimento, manchas escuras (causadas
pelo acúmulo de granilhas pretas) ou claras ( acúmulo de granilhas
claras ). O ideal é usar-se um misturador helicoidal de eixo horizontal.
O traço desta mistura é arquivado para o caso da necessidade de
utilização posterior ( talvez anos depois em reparos ). Esta mistura
mais o aglomerante ( no caso o cimento ) é o GRANITO LAVADO ( G L ) TIPO
FULGET propriamente dito.
O
cimento pode ser adicionado à mistura na fábrica, porém
em algumas obras o cimento só é misturado na própria obra
para que não haja hidratação parcial deste pela umidade
dos demais materiais. Mais uma vez é necessário tomar-se cuidado
com a quantidade de cimento utilizado. Variar de marca em uma mesma fachada
pode significar em variações de cor, pois cimentos de marcas diferentes
podem possuir colorações diferentes.
Pigmentos podem ser adicionados à mistura tanto na fábrica como
em obra. Por se tratar de uma quantidade pequena do produto por m2 ( cerca de
1kg/m2 ou menos, dependendo da cor desejada ) é aconselhável que
esta mistura se faça na fábrica onde o controle tecnológico
do produto pode ser bem mais apurado.
Como foi mencionado, o processo de fabricação do ( G L ) pode
ser resumido à mistura homogênea e de traço bem definido
de componentes inertes ( os agregados ) com o aglomerante ( cimento ) e quando
desejado, pigmentos para melhorar a coloração.
5. TÉCNICAS DE EXECUÇÃO
5.1. Preparação da Base
5.1.1.
Emboço
O emboço é uma argamassa formada basicamente por cimento, areia
e água; eventualmente pode ser adicionada cal para melhorar a trabalhabilidade.
O emboço deverá ser dosado, de forma a se obter uma camada de
textura áspera de forma que após a aplicação do
( G L ), este não venha a se descolar, para tanto é necessário
usar-se areia de média a grossa para garantir perfeita aderência
do revestimento com a massa grossa.
O emboço tem por objetivo regularizar a superfície e torná-la
na medida do possível, um plano vertical perfeito. A execução
do plano se baseia na confecção de retas paralelas ( guias e mestras
) que servirão de base para o resto da superfície. Para que estas
retas paralelas sejam locadas, é necessário definir o posicionamento
de dois pontos referenciais de nível chamadas taliscas. As taliscas são
assentadas sobre argamassa e geralmente são pedaços de material
cerâmico ou de madeira cuja superfície seja plana.
A espessura mínima de emboço ( varia em torno de 2 cm ) deve ser
dimensionada a partir da parte mais saliente de substrato, a fim de se garantir
uma espessura mínima de massa grossa ao longo de toda a superfície.
Após
locadas as taliscas são executadas as guias com o lançamento de
argamassa entre as talisca. Para isso utiliza-se uma colher e uma desempenadeira
de madeira. Quando a região da guia estiver preenchida realiza-se o sarrafeamento
retirando-se os excessos de argamassa.
Realizadas todas as guias da faixa em questão, preenche-se os espaços
entre elas com a argamassa, sarrafeando e formando o plano onde posteriormente
será aplicado o revestimento. Para a aplicação do ( G L
), espera-se no mínimo um dia para o endurecimento do emboço.
5.2. Aplicação do GRANITO LAVADO ( G L ) TIPO FULGET
5.2.1.
Aplicação da Massa
Após misturada na proporção correta, a massa é aplicada
com o auxilio de uma colher de pedreiro e uma desempenadeira de aço.
Com a colher, deposita-se uma quantidade razoável de massa de ( G L )
na desempenadeira e aplica-se sobre o emboço, através de compressão.
5.2.2.
Espessura da Camada
A espessura da camada devera ser de mais ou menos 1 cm ( variando muito com
o diâmetro das granilhas escolhidas ). Uma espessura maior poderá
propiciar o aparecimento de trincas e fissuras, bem como um possível
descolamento das placas trincadas. Da mesma forma, uma espessura menor comprometeria
a qualidade final do produto. Após a aplicação de toda
a área estipulada pela moldura, quando a massa ainda não sofreu
o processo de cura, procede-se o batimento de desempenadeira contra a massa,
para que esta fique mais densa e a nata venha a tona.
5.2.3.
Lavagem da Nata
O próximo passo, será a lavagem desta nata, com o auxilio de um
jato de água não muito forte ( jato com efeito borrifado ), para
que a granilha não seja arrancada da massa e a nata, por sua vez, seja
retirada na lavagem.
5.2.4. Lavagem com Ácido
Após a cura ( mais ou menos um dia ), o revestimento deve ser lavado
( esguicho fraco ) com ácido muriático diluído na concentração
de 1 %, para que seja retirada a nata que ainda persistiu da lavagem com água
e, após a cura da massa, encontra-se endurecida. O tempo de ataque do
ácido deve ser de ir de um lado a outro do painel, e este tempo é
determinado pela experiência do aplicador. Para que o excesso de ácido
seja retirado, lavamos novamente o revestimento com jato de água, e após
esta operação o revestimento estará pronto. A função
do ácido é de deixar a camada externa do revestimento com a granilha
aparente, proporcionando cor e textura a este. Um ataque excessivo pode acarretar
no destacamento da granilha da argamassa, deixando portanto o produto com porosidade
excessiva. Um ataque leve deve ser corrigido com um novo ataque, para que a
granilha não fique coberta com resíduos de argamassa.
O planejamento de ataque do ácido deve ser feito de forma a não
interferir nos serviços já executados. Como o ácido escorre
ao ser aplicado, se já tiverem feito os serviços de colocação
de esquadrias ou o piso na base do edifício, este ataque pode danificar
definitivamente estes serviços.
5.2.5.
Juntas de Dilatação
Na aplicação de revestimento, devem ser previstas juntas de dilatação,
para que não haja fissuração do painel devido a dilatação
térmica ( variação da temperatura ambiente, durante o dia
e nas diferentes épocas do ano ), que ocasiona a contração
ou a expansão do revestimento. Caso seja feito um único painel
de grandes dimensões, e as juntas não forem executadas, haverá
descolamento das mesmas, devido ao trabalho de contração e expansão
que não terá para onde escoar, comprometendo todo revestimento,
não havendo outra solução senão refazer totalmente
o revestimento, sem possibilidade de se executar uma simples reforma.
As juntas de dilatação são determinadas geralmente a cada
1,40 ou 1,50 m na maioria das obras, não podendo ultrapassar 1,80 m.
As juntas horizontais são determinadas em sua maioria como sendo a metade
do pé direito no edifício ( geralmente de 2,80 a 3,00 m ), ou
então uma altura que facilite e agilize a aplicação pelo
operário. As juntas verticais têm o mesmo limite e usualmente são
vistas com tamanhos entre 1,40 a 1,80 m, podendo serem planejadas em dimensões
menores, ou forma a acompanhar as esquadrias da fachada, de acordo com a arquitetura
ou a vontade do proprietário.
5.2.6.
Cuidados na Execução
Na aplicação do ( G L ), o trabalho é realizado de cima
para baixo, através de balancins, no caso de edificações
altas, ou andaimes, no caso de edificações mais baixas. Este sentido
é adotado para que o revestimento anteriormente aplicado não sofra
a ação do jato do ácido para limpeza do painel recém
aplicado, formando manchas devido ao escorrimento do ácido. Assim por
gravidade se o painel em andamento for lavado, não afetará o painel
de cima já aplicado, além do que, com este processo, evita-se
que haja atrito entre o balancim e o revestimento, causando riscas, ou pancadas
( estas pancadas podem ser ocasionadas pelo vento ou movimentação
de operários no balancim, já que este é suspenso e não
fixo, portanto sujeito a oscilações ) que podem ocasionar um descolamento
parcial desta área do revestimento, trazendo conseqüências
danosas a estética, já que reparos neste tipo de revestimento
são bem visíveis e portanto não recomendáveis.
5.2.7.
Planejamento Diário
A disposição das juntas auxiliam no planejamento das equipes.
Usualmente é feita uma faixa horizontal ( constituída por certo
número de painéis ) por dia, portanto é dimensionado o
tamanho e o número em cada balancim, de acordo com a produção
de cada equipe e a extensão da faixa a ser executada, respectivamente.
Geralmente a seqüência adotada para a execução diária
de cada faixa do revestimento é a seguinte:
¨ Lavagem com ácido do revestimento executado no dia anterior, após
a cura;
¨ Lavagem com água para retirar o ácido;
¨ Abaixar o balancim para a execução da próxima faixa;
¨ Processo de aplicação do GRANITO LAVADO ( G L );
¨ Lavagem da nata.
Embora não seja recomendada, se for decidido a execução
de mais de uma faixa horizontal por dia, deve-se ter consciência da queda
da produtividade, acarretada pelos deslocamentos sucessivos que o balancim deverá
efetuar ( principalmente o movimento de subida deste, devido ao seu peso ) entre
as operações de aplicação e lavagem. Deverão
ser tomados cuidados para que o ácido escorrido de uma faixa para outra
não venha a danificar as faixas inferiores, e ainda que o balancim não
cause danos a fachada já executada.
5.2.8. Mão de Obra
A escolha dos profissionais para a execução desse serviço
é de fundamental importância para a aparência final do produto
colocado. Um pouco de força a mais, ou a menos pode deixar a superfície
ondulada e isto em determinados horários, dependendo da posição
do sol pode deixar aparente este tipo de problema, atrapalhando a estética
da edificação. Portanto a mão de obra deve ser experiente
ou previamente treinada.
5.2.9.
Hidrofugantes
Quando pronto o ( G L ) apresenta um defeito que pode ser facilmente corrigido.
Quando chove, este tipo de revestimento absorve água devido a sua porosidade,
e esta não sai do revestimento de forma uniforme, deixando manchas temporárias
na fachada. A utilização de hidrofugantes pode eliminar este problema.
A técnica da aplicação de hidrofugantes pode variar com
o tipo escolhido e a marca do mesmo. O único cuidado que deve ser tomado
com a aplicação do mesmo, se refere na nova colocação
do andaime ou do balancim , visto que o revestimento acabado pode ser danificado
por este, além de que o hidrofugante só pode ser aplicado quando
a superfície de revestimento estiver completamente seca.
6. DURABILIDADE
6.1.
Resistência a Intempéries
Para melhorar a resistência ao intemperismo pode-se usar hidrofugantes
que são usados como pintura superficial, dificultando a penetração
de água que não tenha pressão. É importante usar
solventes de boa colatividade no hidrofugante, já que ventos e chuvas
acabam por retirar esta camada. Recomenda-se o uso de silicone por, além
da repelência a água ter inalterabilidade nas suas características
em larga faixa de temperatura, e deixam a parede respirar.
6.2.
Manutenção
Lavagem com jato de água e sabão, em caso de locais poluídos,
a fim de retirar detritos e poeira acumulados no decorrer do tempo sobre a superfície
do revestimento exposto ao tempo e a atmosfera.
7. RENDIMENTO, PRODUTIVIDADE E CUSTOS
O
consumo por metro quadrado do aglomerante e agregado ( levando em conta a espessura
média de 1 cm ), pode ser calculada de acordo com a granulometria do
agregado:
¨ Gr. 0: agregado: 13,5kg/m2; cimento: 13,5kg/m2
¨ Gr. 1: agregado: 15,0kg/m2; cimento: 15,0kg/m2
¨ Gr. 2: agregado: 20,0kg/m2; cimento: 20,0kg/m2.
Como
podemos observar, a proporção de cimento e agregado é de
1 : 1. ( a cal é considerada um plastificante ).
A produtividade é da ordem de 15 m2 por homem dia, podendo aumentar caso
o aplicador tenha experiência ou diminuir quando houver muitos recortes
e reentrâncias. Para se ter uma idéia, um edifício de 15
andares pode ser executado entre 45 e 50 dias, podendo esse prazo diminuir,
com o aumento de equipes.
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